A emergência
do INOV vem contribuir para colmatar um dos pontos fracos identificados
no relatório de execução do INESC do triénio
1995-97 (PEDIP II – SINFRAPEDIP - Acção A), em que
a elevada dispersão de actividades em áreas de conhecimento
cientifico e tecnológico inibia uma adequada capacidade de intervenção
junto do mercado.
As orientações definidas pela Assembleia Geral do INESC,
em Maio de 98, vieram dar o impulso final para encetar um amplo processo
de reestruturação estratégica, através da
constituição de organizações autónomas
com figura jurídica própria, especializadas em diferentes
áreas de actividade.
Na sequência deste processo o INOV concentrou na sua estrutura
uma parcela significativa da Área de Electrónica e Telecomunicações
do INESC em Lisboa, nomeadamente dois centros de transferência
de tecnologia com elevado potencial e massa crítica, o Centro
de Sistemas e Processamento de Sinais (CSPS) e o Centro de Comunicações
Móveis e Pessoais (CCMP), ambos criados com o co-financiamento
do Programa PEDIP.
A incorporação destes dois Centros permitiu optimizar
e segmentar as actividades presentes por área de negócio
e consequentemente encetar a construção de um método
de gestão de carteira de produtos e serviços adequado.
Apesar de integrados no INESC estes centros já funcionavam com
alguma autonomia: desde 1996 já tinham sido criadas duas unidades
exclusivamente dedicadas para apoiar a sua actividade. O DAET (Departamento
de Apoio à área de Electrónica e Telecomunicações),
responsável pela actividade administrativa, planeamento e controlo
das actividades, e a CDN (Coordenação e Desenvolvimento
de Negócios), responsável por actividades como a definição
e planeamento de vectores estratégicos, o desenvolvimento de
oportunidades de negócio, a definição e realização
de estratégias de marketing. Estas duas unidades, também
criadas com o apoio do PEDIP, vieram a integrar o INOV.
Na constituição do INOV, às unidades já
referidas juntaram-se alguns grupos de desenvolvimento da área
de Electrónica e Telecomunicações do INESC em Lisboa
e, em Junho de 2001, com a criação do INESC MICROSISTEMAS
E NANOTECNOLOGIAS, o INOV assumiu-se como um dos seus associados fundadores.
Desta forma criou-se um grupo coeso e com massa crítica quer
a nível tecnológico quer a nível de técnicos
e de equipamento.
Em suma, a concentração de esforços e recursos
específicos, de forma mais estruturada, coerente e profissional,
permite ao INOV enquanto infra-estrutura tecnológica (IT) autónoma,
por um lado concentrar-se exclusivamente nas suas competências
centrais e, por outro, aumentar a sua visibilidade externa e o reconhecimento,
pelo universo empresarial de valências tecnológicas ímpares,
como resultado de provas dadas na capacidade de transferência
tecnológica para empresas já existentes ou emergentes.
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